Três pessoas suspeitas de montar evento de luxo usando nome de grife famosa para aplicar golpe de R$ 4 milhões são presas em Goiânia
19/03/2026
(Foto: Reprodução) Mayara Cristina Constantino é apontada pela polícia como a líder do grupo que organizava uma falsa festa em nome de marca de luxo
Divulgação/ Polícia Civil de Goiás
Um baile de máscaras luxuoso em Goiânia cujos convites seriam enviados mediante a compra de bolsas de uma grife famosa que custam mais de R$ 15 mil. Mas tudo não passava de mentira, segundo a Polícia Civil. A descoberta levou à prisão de três pessoas, em Goiânia, suspeitas de estelionato. O esquema rendeu prejuízos de mais de R$ 4 milhões a diversos fornecedores que trabalhavam para o evento.
Em entrevista ao g1, a delegada Lara Soares, responsável pela investigação, disse que o evento de grande porte seria realizado no CEL da OAB há cerca de 15 dias, mas foi adiado, pois nenhum pagamento havia sido feito até aquele momento.
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A líder do grupo era Mayara Cristina Constantino, de 33 anos, que se apresentava nas redes sociais como consultora de imagem e estilo. Segundo Lara, era por meio da internet que ela chegava às vítimas.
"Nós temos vítimas dos dois lados: as que produziram todo o evento e as vítimas que foram convidadas, mas na verdade para elas serem convidadas, elas tinham que comprar uma bolsa da marca", explicou a delegada.
O g1 não conseguiu localizar a defesa de Mayara até a última atualização desta reportagem.
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Para convencer as pessoas de que tudo era verdade, a suspeita criou uma personagem fictícia, chamada Fran de Pierre, uma portuguesa que morava em Paris, que seria a responsável pelas contratações do serviço para a festa em Goiânia. "Na verdade, não existia festa nenhuma, não existia contratação nenhuma porque não existia essa pessoa", disse Lara.
Para induzir as vítimas de que tudo era verdade, Mayara criou emails em nome dessa "Fran de Pierre", que ela enviava para si própria, ora em português, ora em francês. A suspeita, então, encaminhava esses emails para as vítimas.
Vítimas em outros estados
Segundo a delegada, até agora foram identificadas em Goiás seis vítimas em relação ao falso evento e uma em relação à venda das supostas bolsas da marca. Essa pessoa, porém, passou à Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC) uma lista de potenciais vítimas do Pará, estado-natal de Mayara.
"Ela também já morou no Paraná. Tudo indica, pelo que a gente apurou, que pode haver outras vítimas nesses outros estados, principalmente considerando esse fato de que ela vendia bolsas e não entregava. A gente apurou que existe até um grupo chamado 'vítimas de Mayara".
Lara explica que as outras duas pessoas presas são o marido e uma cunhada de Mayara, irmã do marido. As identidades deles não foram divulgadas.
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