Onda de calor, chuva intensa no Norte e frio chegando: veja a previsão do tempo para o Brasil nesta semana

  • 22/04/2026
(Foto: Reprodução)
Protetor solar é indispensável também no outono O calor segue forte no Centro-Oeste e no Sudeste nesta semana. No Norte e no Nordeste, a chuva não deve dá trégua. Já no Sul, depois da atuação de um ciclone que reforça as chuvas na região, o primeiro frio mais intenso do ano chega ainda neste fim de semana. Esses são os principais destaques da previsão do tempo para o Brasil nesta quarta-feira (22). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Desde a última segunda (20), uma nova onda de calor cobre o centro, o norte e o leste de Mato Grosso do Sul (MS), o sul de Goiás (GO), partes do sul e sudeste de Mato Grosso (MT), a metade oeste do Triângulo Mineiro, o oeste e noroeste de São Paulo (SP) e o extremo noroeste do Paraná (PR). Segundo os meteorologistas, ela deve durar ao menos até o domingo, dia 26. O fenômeno acontece porque um grande sistema de alta pressão atmosférica está bloqueando a chegada de frentes frias à maior parte do país e mantendo o ar muito seco em diversas áreas. Nessas áreas, os termômetros devem ficar pelo menos 5°C acima da média histórica para abril. Campo Grande (MS) é a única capital dentro da área de onda de calor (veja o MAPA abaixo). Onda de calor vai até 26 de abril. Thalita Ferraz/Arte g1 Um calor forte — abaixo dos critérios técnicos de onda de calor, mas ainda bem acima do normal — também deve ser sentido em áreas do Centro-Oeste e do interior do Sudeste, além de partes do Sul e do Nordeste. Cidades como Cuiabá (MT), Goiânia (GO) e Brasília (DF) estão entre as mais quentes. São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG) e Curitiba (PR) também terão tardes quentes pelo menos até o domingo, mas ainda sem atingir os patamares da onda de calor. O ar seco é outro ponto de atenção. Em São Paulo (SP), a umidade relativa do ar ficou abaixo dos 30% em vários pontos já no feriado de 21 de abril — chegou a 21% em Ariranha, no norte do estado, e a 32% na capital. A tendência é de queda ainda maior especialmente na sexta-feira e no fim de semana. O mínimo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 60%. A madrugada desta quarta-feira (22) foi a mais fria do ano na capital paulista, com 14,9°C no Mirante de Santana, na Zona Norte, e 14°C em Interlagos, na zona sul. As tardes, porém, devem esquentar progressivamente até o domingo, com previsão de até 33°C na cidade. Essa gangorra entre madrugadas frescas e tardes muito quentes acontece porque o ar seco não retém o calor: o que a terra absorve durante o dia vai embora rapidamente quando o sol se põe. Norte: o abril mais chuvoso em décadas A região Norte enfrenta uma das temporadas de chuva mais intensas dos últimos anos. Belém (PA) já ultrapassou a média histórica de chuva para todo o mês de abril antes do dia 22, com mais de 466 milímetros acumulados — um dos índices mais altos das últimas décadas, comparável a abril de 2005 e 1996. Nas últimas horas, foram registrados 112 mm em Manaquiri (AM) e 89 mm em Boa Vista (RR). Cidades como Tomé-Açu (PA), Castanhal (PA), Altamira (PA), Bragança (PA) e Macapá (AP) também acumularam volumes altos nos últimos dias. A causa principal é a combinação entre a Zona de Convergência Intertropical — uma faixa de nuvens e chuva que circula o planeta próxima à linha do equador — e a alta temperatura do Oceano Atlântico no norte do Brasil. 👉A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) é um encontro de ventos na região do Equador. É dos principais sistemas meteorológicos causadores de chuva em parte das regiões Norte e Nordeste do Brasil, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O oceano está cerca de 2°C acima do normal para a época, o que fornece ainda mais umidade à atmosfera e alimenta os temporais frequentes. Essa é naturalmente a época de maior força desse sistema no ano, mas as mudanças climáticas têm intensificado o fenômeno. Nesta quarta (22), a chuva deve atingir principalmente Amazonas (AM), Pará (PA) e Rondônia (RO), com intensidade moderada a forte. Roraima (RR), Amapá (AP) e Acre (AC) também devem ter pancadas. O padrão deve se repetir ao longo de toda a semana e no fim de semana, com temporais previstos para Belém (PA), Manaus (AM) e Santarém (PA). Há risco de alagamentos, transbordamento de rios e impactos em áreas urbanas e ribeirinhas. Os reservatórios de água que abastecem hidrelétricas na região Norte estão próximos de 100% da capacidade — como aconteceu no ano passado nesta mesma época, que é o pico do período chuvoso amazônico. ☁️ Veja a previsão do tempo na sua cidade Visão aérea de Macapá (AP) com chuva. Arquivo/Secom Já o Nordeste também está com o tempo instável em grande parte da região, por causa da mesma faixa de convergência equatorial e de outros sistemas atmosféricos. Salvador (BA) recebeu 80 mm de chuva nesta quarta (22) e ainda deve acumular mais ao longo do dia. A previsão é de chuva forte na capital baiana até sexta-feira (24), com risco de temporais. O litoral entre o Rio Grande do Norte (RN) e a Bahia (BA) está em alerta, especialmente em trechos próximos a Ilhéus e Salvador. No norte do Nordeste, Maranhão (MA), Piauí (PI) e Ceará (CE) são as áreas com pancadas mais frequentes e intensas. Alagoas (AL) e Sergipe (SE) também têm risco de temporais. Apesar da chuva, as temperaturas seguem altas à tarde em grande parte do Nordeste, com sensação de tempo abafado. O frio vem aí O Rio Grande do Sul (RS) vai ter uma semana agitada. A chuva aumenta a partir da próxima quinta-feira (23) e deve se concentrar especialmente na metade norte do estado, com acumulados que podem chegar entre 20 mm e 60 mm por dia — e pontuais de até 90 mm em algumas localidades. O que intensifica as chuvas no estado é a formação de um ciclone extratropical no Atlântico Sul, que organiza uma frente fria atuando diretamente sobre o RS. Na sexta-feira (24), a instabilidade continua com risco de chuva forte em regiões como Missões, Noroeste, Serra, Vales e Região Metropolitana de Porto Alegre (RS). Há risco de alagamentos, enxurradas, queda de árvores e destelhamentos. Além disso, uma massa de ar frio deve chegar ao Sul do país a partir do domingo (26), com maior impacto na segunda (27) e na terça-feira (28). Será a primeira queda mais ampla de temperatura típica do inverno em 2026 para muitas cidades da região. Ar frio deve chegar primeiro ao Sul do país entre domingo (26) e segunda-feira (27). Brayan Martins/PMPA A massa de ar frio entra pelo sul do Rio Grande do Sul (RS) durante o domingo e deve alcançar todo o estado e parte de Santa Catarina (SC) até a madrugada de segunda (27). O impulso vem de um ciclone intenso no Atlântico Sul, a leste da Argentina — mas o sistema deve se aprofundar longe da costa e não deve representar riscos para o continente. As madrugadas mais frias devem ser as de segunda (27) e terça (28). Em grande parte do Rio Grande do Sul (RS) e de Santa Catarina (SC), além do sul do Paraná (PR), as temperaturas podem cair abaixo dos 10°C. Há projeção de geada em áreas da Campanha, da Serra do Sudeste, do Planalto Médio e dos Campos de Cima da Serra, no RS, além do Planalto Sul Catarinense. Em Porto Alegre (RS), as mínimas podem chegar entre 10°C e 12°C na madrugada de terça. O período mais frio deve ser curto. Como o ar frio escoa rapidamente para o oceano, a temperatura tende a subir de novo já na segunda metade da semana que vem. Indicadores sobre o clima estão em alerta vermelho LEIA TAMBÉM: Raro e espetacular: caverna no Brasil só recebe luz por 3 meses e vira cenário de outro planeta Como Peru transformou um dos desertos mais áridos do mundo em um centro de produção de alimentos 80% dos corais do planeta sofreram branqueamento moderado ou severo, mostra estudo inédito Previsão de temperatura máxima nesta quinta (23) em todo o Brasil. CPTEC/Inpe Veja como ficam as temperaturas em TODAS as capitais brasileiras, segundo o Inmet: LEIA TAMBÉM: Cientistas descobrem formação geológica no Triângulo das Bermudas que pode explicar mistérios da região Japoneses processam governo por inação climática e pedem indenização É #FAKE que Amazônia não contribui para equilibrar clima do mundo

FONTE: https://g1.globo.com/meio-ambiente/noticia/2026/04/22/onda-de-calor-chuva-intensa-no-norte-e-frio-chegando.ghtml


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