OAB-DF abre processo disciplinar contra sócios de escritório da esposa de Moraes em Brasília
08/09/2026
(Foto: Reprodução) Viviane Barci, mulher do ministro Alexandre de Moraes
Jornal Nacional/ Reprodução
A Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF) abriu nesta terça-feira (8) um processo ético-disciplinar contra o escritório Barci e Barci Sociedade de Advogados.
Segundo divulgou a OAB-DF, a abertura do processo foi determinada pelo presidente da entidade, Paulo Maurício Siqueira (Poli), após ouvir a diretoria da Ordem em uma sessão extraordinária do Conselho Pleno.
A decisão considera "os fatos recentemente tornados públicos e constantes de relatório da Polícia Federal" a partir dos dados do celular do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Segundo o Cadastro Nacional dos Advogados (CNA), da OAB, constam como sócios do Barci e Barci:
Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes;
Giuliana Barci de Moraes, filha do casal;
Alexandre Barci de Moraes, filho do casal;
Ana Claudia Consani de Moraes, cunhada de Moraes;
Fernanda Ghiuro Valentini Fritoli.
A seccional do DF da OAB também abrirá um procedimento ético-disciplinar contra o advogado Ciro Soares – que, segundo o relatório da Polícia Federal tornado público pelo ministro André Mendonça, intermediava a comunicação entre Vorcaro e o procurador-Geral da República, Paulo Gonet.
Em nota, o escritório afirmou que a OAB-DF utiliza, em "contexto eleitoral", questões que já foram "analisadas e arquivadas" pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
"O escritório Barci de Moraes lamenta que questões já analisadas e arquivadas pela PGR sejam utilizadas em contexto eleitoral na OAB/DF. Espera que o presidente da entidade, Paulo Maurício Braz Siqueira, reveja suas declarações e faça os esclarecimentos necessários, evitando a adoção das medidas cabíveis"
Esposa de Moraes tinha 2° contrato com Vorcaro, que tentou pagar R$ 50 mi com aeronaves
Durante a sessão do Conselho Pleno, Poli afirmou que caberá ao Tribunal de Ética apreciar o que chamou de "fatos graves trazidos no relatório da Polícia Federal tornado público."
"A advocacia não é meio para cometimento de crimes. E a OAB-DF, na sociedade, inscrita em nossa casa, nós temos o dever de apurar esses fatos", declarou o presidente da entidade.
"E com essa situação nos órgãos competentes, nós exerceremos a nossa atribuição de zelar, como nós prometemos, pela regularidade da advocacia, pelo bom andamento da nossa profissão e pela respeitabilidade", emendou.
Esta reportagem está em atualização.