Inelegível, Pablo Marçal diz em ato de filiação ao União Brasil que está 'à disposição' do partido para se candidatar

  • 06/03/2026
(Foto: Reprodução)
Pablo Marçal discursa ao lado de Antônio Rueda e Ciro Nogueira durante evento de filiação ao União Brasil Divulgação/União Brasil Inelegível até 2032, o ex-coach e empresário Pablo Marçal disse que está "à disposição para servir" ao União Brasil nas eleições de outubro, até mesmo como candidato. A declaração aconteceu durante o evento que oficializou sua filiação ao partido nesta sexta-feira (6) em São Paulo. "Quero que todos nesse partido contem comigo. Não tenho ego com cargo, isso não me motiva. Se vocês dois [Antônio Rueda e Ciro Nogueira, presidentes do União e do PP] falarem: 'Você não sai candidato', fica aqui registrado publicamente que não vou sair. Eu vou servir todo mundo e não tenho problema com isso. Se for para ser qualquer coisa, deputado, qualquer cargo, me coloca que eu não estou me importando", declarou, ao lado dos dirigentes da Federação União Progressista. Se não for candidato neste ano, Marçal diz que poderá ajudar o partido com seu nome e sua popularidade. "Fazer essa agremiação, que já é a mais poderosa, a ter milhões de pessoas se filiando, trazer pessoas que jamais viriam se eu não entrasse. Trazer meu ativo de 1 milhão, 719 mil votos que eu tive em São Paulo e colocar à disposição deles", declarou em coletiva de imprensa. Justiça condena Marçal a indenizar Boulos em R$ 100 mil por fake news O União tem a expectativa de que Marçal consiga reverter as duas condenações que ainda tem na Justiça Eleitoral por causa da tumultuada campanha à Prefeitura de São Paulo de 2024. Ele foi declarado inelegível em três processos, mas conseguiu acordo em uma deles. Nas outras duas ainda há espaço para recorrer. "Eu não estou inelegível. Como não chegou ao último estágio Judiciário, então não é transitado em julgado, não existe inelegibilidade", disse Marçal. Apesar do prazo curto para reverter as condenações, o empresário se disse "tranquilo" e "pronto pra servir". Desculpas pela campanha de 2024 Ao discursar diante da militância do União Brasil, Pablo Marçal fez um pedido de desculpas ao prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), pelos ataques feitos durante a campanha em que foram adversários, em 2024. "Eu te peço perdão publicamente. Porque não há união sem arrependimento, não há união se a pessoa não tiver humildade e não há união se a gente não tiver foco no objetivo juntos", declarou. "Depois que eu cresci [nas pesquisas], todo mundo veio bater em mim, e eu acabei devolvendo com muita força em você. Exagerei, passei da conta. Você não vai ter nunca mais um cara como eu contra você", disse Marçal, admitindo que subiu o tom durante a corrida eleitoral para chamar atenção. "Agora vocês vão ver o Pablo com outra postura, que é a minha postura normal. Tive que fazer doideira para chegar onde a gente chegou aqui", acrescentou. Ricardo Nunes (MBD) e Pablo Marçal (PRTB) AFP Condenações na Justiça Eleitoral A principal das três condenações contra Pablo Marçal acusa o ex-coach de por uso indevido dos meios de comunicação, em que foi multado em R$ 420 mil por descumprimento de ordem judicial durante a campanha de 2024. Nessa ação, o empresário está efetivamente inelegível para as eleições de outubro, por conta da Lei da Ficha Limpa. Ela já foi julgada em 2ª Instância no âmbito do Tribunal Regional Eleitoral de SP (TRE-SP) e está pendente de recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). LEIA MAIS: TRE-SP mantém inelegibilidade de Pablo Marçal até 2032 e multa de R$ 420 mil Pablo Marçal e Datena fazem acordo para encerrar processos judiciais por cadeirada durante debate eleitoral em 2024 Marçal é condenado a pagar R$ 100 mil a Boulos por espalhar fake news sobre cocaína Justiça suspende por dois anos processo eleitoral contra Marçal por laudo falso; empresário terá de pagar multa e comparecer em juízo Segundo a Lei da Ficha Limpa (LC 135/2010), políticos condenados por crimes graves por um órgão colegiado (2ª instância) tornam-se automaticamente inelegíveis por 8 anos, mesmo que ainda haja recursos em outras esferas. Quando foi criada, a Lei da Ficha Limpa tinha o objetivo de aumentar o rigor na moralidade eleitoral, tornando a condenação colegiada em 2ª Instância o marco inicial para a inelegibilidade. Na Justiça Comum, Marçal foi condenado no início de fevereiro a pagar R$ 100 mil de indenização ao deputado federal Guilherme Boulos (PSOL), por divulgação de laudo falso contra ele na mesma campanha de 2024. Na Justiça Eleitoral, Boulos e Marçal assinaram um acordo no TRE-SP para paralisar o andamento da ação por dois anos em razão do mesmo laudo falso, conforme o g1 publicou. Apesar da paralisação, Marçal ainda pode ser condenado à inelegibilidade nesse processo, após a retomada da tramitação, segundo a Justiça Eleitoral. Marçal também fez um acordo com o apresentador José Luiz Datena (PSDB) para encerrar os processos que ambos abriram um contra o outro, em razão da cadeirada dada por Datena no ex-coach durante o debate da TV Cultura, em setembro daquele ano. José Luiz Datena (PSDB) agride Pablo Marçal (PRTB) com cadeirada durante debate da TV Cultura Marçal concorreu à prefeitura de SP em 2024 numa campanha super tumultuada, marcada por episódios de ofensas, brigas e violência. Apesar dele ter conquistado mais de 1,7 milhão de votos naquele pleito, o ex-coach não avançou ao 2° turno e foi derrotado por Ricardo Nunes (MDB) e Guilherme Boulos (PSOL). O resultado final do 2° turno foi a vitória de Nunes contra o candidato do PSOL.

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/03/06/inelegivel-pablo-marcal-diz-em-ato-de-filiacao-ao-psd-que-esta-a-disposicao-do-partido-para-se-candidatar.ghtml


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