Hamas impõe condições para cumprir plano de desarmamento anunciado por Trump em Gaza
31/07/2026
(Foto: Reprodução) Hamas e Israel entram em acordo sobre a faixa de Gaza.
Reprodução/Jornal Nacional
Donald Trump afirmou nesta sexta-feira (31) que Israel está "muito feliz" com o acordo. Nesta semana, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, esteve com o presidente americano na Casa Branca.
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Apesar disso, o dia seguinte ao anúncio do plano trouxe mais dúvidas do que certezas sobre a possibilidade de implementação do acordo.
O principal impasse envolve a ordem das medidas previstas: o Hamas exige que Israel cumpra compromissos da primeira etapa do cessar-fogo antes de entregar as armas. Entre as exigências estão o fim completo dos ataques e o recuo dos militares israelenses que estão dentro da Faixa de Gaza.
O plano prevê que as tropas de Israel fiquem atrás de uma linha definida no território. Nos últimos meses, porém, soldados israelenses ultrapassaram esse perímetro, alegando questões de segurança.
Segundo uma autoridade israelense ouvida pela imprensa internacional, Israel quer o caminho inverso: primeiro, o Hamas entregaria as armas e, depois, as tropas israelenses recuariam para trás da linha estabelecida. Oficialmente, Netanyahu ainda não se pronunciou sobre o impasse.
Exigências do Hamas
Ao anunciar as condições para cumprir o plano, o Hamas afirmou que só entregaria as armas mais pesadas quando um Estado palestino fosse criado e quando Israel se retirasse totalmente de Gaza.
Desde outubro, os ataques dos dois lados continuam em menor proporção. Mesmo assim, segundo a ONU, mais de mil palestinos morreram em dez meses.
O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, disse que o acordo é inaceitável e permitiria que o Hamas se reorganizasse para um novo ataque.
Próximas etapas do plano
O plano de Trump prevê que um governo formado por novas lideranças palestinas, sem ligações com organizações terroristas, passe a controlar o território.
A proposta também prevê que uma força internacional de paz trabalhe com uma nova polícia palestina para garantir a segurança.
As divergências entre Israel e Hamas, porém, colocam em dúvida a execução dessas etapas.
Em Gaza e em Israel, moradores demonstraram ceticismo sobre o acordo.
Um israelense afirmou que o Hamas estaria "ganhando tempo" e que não entregaria todas as armas.
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Um palestino que perdeu a casa durante a guerra questionou o avanço das medidas previstas no cessar-fogo:
"Falam da segunda fase do cessar-fogo, mas onde estão os resultados da primeira? Onde está a abertura das fronteiras? Onde está a entrada de ajuda humanitária? Nada disso foi implementado direito."
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