Estudantes brasileiros conquistam duas medalhas em mundial de robótica na Coreia do Sul

  • 08/07/2026
(Foto: Reprodução)
Estudantes de Taguatinga sobem ao pódio em Copa do Mundo de Robótica Quatro estudantes de Taguatinga, no Distrito Federal, conquistaram duas medalhas na RoboCupJunior, competição mundial de robótica sediada em Incheon, na Coreia do Sul. A equipe ficou em 3º lugar na categoria principal e conquistou o 1º lugar no SuperTeams — desafio em que estudantes de diferentes países precisam trabalhar juntos para desenvolver uma nova apresentação. A competição ocorreu entre os dias 2 e 5 de julho e reuniu 25 equipes formadas por representantes de 21 países. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Jullyanne Souza, de 18 anos, Rebeca Sanchez, de 18 anos, Mateus Santos, de 17 anos, e Caio Lima, também de 17 anos, são do clube de robótica da EduSesc. Jullyanne e Rebeca concluíram o Ensino Médio no ano passado, enquanto Mateus e Caio cursam o 3º ano. Os professores Tiago Costa (à esquerda) e William Caetano (à direita) e os estudantes Rebeca Sanchez, Caio Lima, Mateus Santos e Jullyanne Souza. Arquivo Pessoal O grupo foi o primeiro do Centro-Oeste brasileiro a participar da competição. A viagem à Coreia do Sul foi custeada pelo Sesc do Distrito Federal. Inteligência artificial encontra o Curupira O Anbot, robô apresentado pelos estudantes, é capaz de andar, levantar objetos e interagir com pessoas. Ele reage a comandos de voz e gestos, movimenta a cabeça, olha para os lados e pode se deslocar na direção de quem interage com ele. Na apresentação que garantiu o 3º lugar na categoria OnStage – que combina robótica, programação, teatro e criatividade –, os estudantes usaram o robô para contar uma história que reuniu inteligência artificial, cultura brasileira e preservação ambiental. No roteiro, Anbot é o assistente de um pesquisador chamado Kenai e recebe a missão de mapear a Floresta Amazônica. Durante o trabalho, os dois encontram o Curupira, personagem do folclore brasileiro conhecido como protetor das florestas, que desconfia das intenções do robô. "A primeira coisa que a gente pensou foi essa questão da Amazônia, porque é algo que está sempre em alta no mundo. No meio da criatividade, a gente falou: 'Por que não colocar uma pessoa do folclore brasileiro, como o Curupira, para ser algo mais dinâmico e divertido para a apresentação?'", contou Caio. Para mostrar que a tecnologia pode ajudar na preservação ambiental, Anbot analisa dados e conclui que a floresta precisa de medidas urgentes de conservação. No cenário, algo curioso: capivaras. Segundo Caio, os animais foram incluídos como uma referência a Brasília e ao cotidiano dos estudantes. Capivaras foram incluídas na apresentação como uma referência a Brasília e ao cotidiano dos estudantes. Arquivo pessoal "Em Brasília, a gente tem muita capivara e resolveu trazer isso para a nossa apresentação também como forma de expressar tudo aquilo que está ao nosso redor, como a Amazônia, o folclore e as capivaras de Brasília", disse. Robô levou um ano e meio para ser desenvolvido O robô levou cerca de um ano e meio para ser desenvolvido e passou por diferentes versões até chegar às funcionalidades e ao visual apresentados na competição. O protótipo foi construído com peças retiradas de lixo eletrônico e equipamentos antigos descartados. De acordo com o professor William Caetano, que orientou a equipe, os estudantes enfrentaram dificuldades mecânicas e eletrônicas durante o desenvolvimento do projeto. Anbot, robô apresentado pelos estudantes, levou cerca de um ano e meio para ser produzido. Arquivo Pessoal "Havia peças que não encontrávamos no Brasil e também desafios relacionados à física dos robôs. Isso nos levou a desenvolver recursos para solucionar os problemas", contou o professor. Parceria entre três continentes Além da competição principal, os estudantes participaram do SuperTeams. Na modalidade, equipes de diferentes países são reunidas e precisam criar uma nova apresentação utilizando os robôs desenvolvidos para a competição individual. Os estudantes do DF trabalharam com equipes da Áustria e de Singapura e conquistaram o 1º lugar. A comunicação foi um dos principais desafios enfrentados pelo grupo. Segundo os estudantes, as diferenças no domínio do inglês e nos sotaques dificultaram, em alguns momentos, a troca de ideias entre os participantes. Outro desafio foi conciliar ideias e referências culturais de estudantes de países de três continentes diferentes: América, Europa e Ásia. Para o professor, as trocas de experiências e as amizades construídas durante a competição foram alguns dos principais aprendizados da viagem. "As trocas de experiências, e as amizades construídas marcaram muito nossa equipe, saber quem em outros países existem jovens vivenciando as mesmas dificuldades e aprendendo o que nos aprendemos", disse ao g1. LEIA TAMBÉM: DER: contratos de mais de R$ 33 milhões do são alvos de investigação EM VEÍCULO OFICIAL: ex-subsecretário do DF é exonerado após recusar teste do bafômetro Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

FONTE: https://g1.globo.com/df/distrito-federal/noticia/2026/07/08/estudantes-brasileiros-conquistam-duas-medalhas-em-mundial-de-robotica-na-coreia-do-sul.ghtml


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