Dourados decreta calamidade após colapso na saúde pública causada por epidemia de chikungunya

  • 20/04/2026
(Foto: Reprodução)
g1 em 1 minuto Mato Grosso do Sul: Dourados registra mais duas mortes por chikungunya O prefeito de Dourados, Marçal Filho (PSDB), decretou situação de calamidade em saúde pública do nesta segunda-feira (20). A medida foi publicada em edição extraordinária do Diário Oficial e ocorre devido ao avanço da epidemia de chikungunya, que aumentou a procura por atendimento e pressionou a rede de saúde. Segundo a prefeitura, o decreto foi publicado após alertas do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado para coordenar o enfrentamento da doença na Reserva Indígena de Dourados e também nos bairros da cidade. O município informou ainda que segue um plano de ação com medidas para conter a transmissão e reduzir os impactos da epidemia. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp O decreto afirma que o cenário é crítico. Dourados já soma mais de 6.186 casos prováveis de chikungunya e tem taxa de positividade de 64,9%, o que indica ampla circulação do vírus. Dados do Departamento de Gestão do Complexo Regulador mostram que a rede de saúde já ultrapassou a capacidade de atendimento. A ocupação dos leitos de internação chegou a cerca de 110%, o que, segundo o município, dificulta o atendimento até mesmo de pacientes em estado grave. A prefeitura informou ainda que a situação piorou com o aumento de atendimentos por outras doenças, principalmente a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que também tem elevado a procura por vagas e internações. A situação de calamidade foi decretada devido ao aumento rápido de casos suspeitos e confirmados, ao crescimento das internações acima da capacidade da rede e à confirmação de mortes associadas à chikungunya. Outro fator considerado foi a expansão da doença para além da área indígena. Com isso, a transmissão chegou a bairros da cidade e aumentou a procura por atendimento em postos de saúde, unidades de urgência e hospitais. O documento também alerta para o risco de colapso total da rede e aponta a necessidade de ações imediatas, como reforço na vigilância, combate ao mosquito transmissor e organização dos atendimentos, com apoio da rede regional de saúde. O decreto tem validade de 90 dias. A Secretaria Municipal de Saúde vai coordenar a resposta à calamidade e poderá adotar medidas excepcionais, como contratações emergenciais, requisição de bens e entrada em imóveis, conforme previsto em normas anteriores. Outras medidas Antes do decreto de calamidade, a prefeitura já havia tomado outras providências. Em 20 de março, foi decretada situação de emergência em saúde pública. Depois, em 27 de março, o município declarou emergência em Defesa Civil nas áreas afetadas pela epidemia. Vacinação O Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE) informou que a vacinação contra a chikungunya começa na próxima segunda-feira (27). O primeiro carregamento com doses da vacina chegou a Dourados na noite de sexta-feira (17). “Nesta quarta (22) e quinta-feira (23) vamos trabalhar na capacitação para todos os profissionais de enfermagem e vacinadores, preparando-os para esclarecer as pessoas sobre as restrições e identificar eventuais comorbidades antes de aplicação da vacina”, afirmou Marcio Figueiredo, secretário municipal de Saúde e coordenador-geral do COE. “Esse esquema vacinal será mais lento, já que antes de receber a dose o público alvo precisa passar por avaliação do profissional de saúde”, alertou. Segundo o secretário, na sexta-feira (24) as doses serão distribuídas para todas as salas de vacinação do município, incluindo as unidades de saúde indígena. “Na segunda-feira (27) daremos início à vacinação em todas as unidades de saúde e no dia 1 de maio faremos uma ação de vacinação das 8h às 12h, em formato Drive-Thru, no pátio da Prefeitura de Dourados. Segundo regras do Ministério da Saúde, a vacina contra chikungunya será aplicada apenas em pessoas com idade entre 18 e 59 anos. Contraindicação A vacina contra chikungunya não pode ser aplicada em gestantes e lactantes. Também não é indicada para pessoas com baixa imunidade, como pacientes em tratamento contra câncer, transplantados, pessoas com HIV/Aids e quem faz uso de medicamentos imunossupressores. Além disso, a vacina é contraindicada para pessoas com doenças autoimunes, como lúpus e artrite reumatoide, e para quem possui combinação de doenças crônicas, como diabetes, hipertensão, obesidade e problemas cardíacos, pulmonares, renais ou hepáticos. A vacina também não deve ser aplicada em pessoas que tiveram chikungunya nos últimos 30 dias ou que estejam com febre alta. Além disso, quem tomou vacina de vírus atenuado nos últimos 28 dias ou vacina de vírus inativado nos últimos 14 dias também não pode ser imunizado neste momento. Vacina contra Chikungunya começa ser aplicada em Dourados na próxima segunda-feira, dia 27 de abril. Divulgação/Assecom Veja vídeos de Mato Grosso do Sul

FONTE: https://g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/noticia/2026/04/20/dourados-decreta-calamidade-apos-colapso-na-saude-publica-causada-por-epidemia-de-chikungunya.ghtml


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